ANDREA M.

  • esse coração

um coração de arame farpado

dizia: 

estou fadado ao cansaço 

severas noites boêmias

me fora castigado

nesse calçar sem rumo

soluços e tropeções 

me fizeram arranhado 

e nem a embriaguez 

pudera ter me anstesiado

num xadrez da lua cheia 

por fim castigado 

a ser o próprio amor evenenado 

entre o platônico e o carnal 

preferiu 

apanhar no irreal 

no mundo onde não precisava ser normal

esse coração 

é valente que nem sente 

mas é por vezes 

só carente

corre do juizo mente 

que te põe por vezes impotente

de ser só um coração 

mas sabe que por assim ser

sabe só 

que só ele sente

sua disritimada pulsação 

andream

  • vontade 

tem vontade que é mal explicada dentro de si 

deve ser do “querer” não saber mesmo ao que atribuir

é que tem vontade que é só frenesi.

andream

o choro da chuva


afora vastas possibilidades de derramar água dos olhos
existe um choro que se chora lá dentro
choro que molha só o coração



é choro seco pra quem vê
mas uma longa correnteza de um rio 
que corre no ser



tem tristeza que não molha
tem dor que não deságua

é choro de suspiro preso, coluna ereta

não daqueles que você hesita com olhar
é choro que a vida não deixa chorar

e esse choro 
só a chuva… 




andream 
  • o choro da chuva

afora vastas possibilidades de derramar água dos olhos

existe um choro que se chora lá dentro

choro que molha só o coração

é choro seco pra quem vê

mas uma longa correnteza de um rio 

que corre no ser

tem tristeza que não molha

tem dor que não deságua

é choro de suspiro preso, coluna ereta

não daqueles que você hesita com olhar

é choro que a vida não deixa chorar

e esse choro 

só a chuva… 

andream 

  • quero 

querendo tudo 

por vontade ou 

vaidade

ou até mesmo

sem querer 

por qualquer ansiedade

por vezes quero assim

por horas quero assado

um querer atordoado 

com um quê de transbordado

um bem querer querido 

ou um bem querer doído 

por muitas quero agora

por outras quero a demora

quero tudo 

a todo tempo

mas também quero nada

quero as vezes só poder 

nada querer…

andream

nas garras dos pensamentos

impressos todos os detales malévos da insaciável imaginação

irrigada por sensações difusas

intuições aleatórias 

costuram-se em novelos

e linhas emaranhadas fazendo um nó na cabeça

a dúvida, a indagação

uma quase certeza prevista?

pessimísmo pasmado?

ou qualquer alucinação?

pq era tão dificl soltar o que por si próprio decidiu prender-se

pq antes uma escolha e agora um fardo?  

ou sera nunca ter podido escolher

haveria o destino tramado até essas minúcias

dos dias chuvosos?

onde os sentidos aguçados parcem ser os proprios fantasmas

ou um bravo coração 

poderá se regenerar

antes mesmo de muchar ?

quando a gente sabe que sabe mas não quer saber que sabendo saberá não preferir ter sabido?

já não sei

me sinto 

pendurada sobre próprios ombros caidos 

de interrogação

há um quê de coragem na renúncia 

e em mim impressa a nudez da alma e da carne

teria podido eu me esconder?

teria podia eu me enfrentar? 

terá? será? verás! verei… 

andream

sol-ares - por natália arjones 

sol-ares - por natália arjones 

não sei se estou aqui 

ou se ando a divagar

em devaneios impares

de par em par

abrem-se inúmeros colchetes, pareteses e pontes 

de lapsos e nuvens 

que a minha mente vai… e vai…

e voa alto… vai dar uma volta lá no céu 

pra rabiscar num papel 

as tais paralelas assimétricas

do pensar 

rouba me por vezes segundos 

da vida-agora 

só pra poder em seu enredo dançar 

e quando vejo

estou a girar mundo sem sair do lugar. 

andream

#MINAVU: ATITUDE É ARTE!

vá e diga-me de uma só vez 

tudo, mas… tudo o que pensas de mim

não podes fazer de mim um sorriso temero, uma surpresa qualquer

a ser surpreendida ao seu algoz adormecido e feroz

que delacera toda as suas entranhas cheias de pormenores secretos

põe na mesa, as cartas, as cerejas, mas ponha também 

o amargo na boca

pra que logo eu saiba que não posso só por nessa vida-viagem, alegrar-me de ter te a minha companhia

desnuda-te sobre a noite que há dentro de ti 

não vista na carne nua a crua vaidade 

dispa-se dos floreios que tudo cobre  

na penumbra ou no clarão 

não hei de dormir com o inimigo

a domir de olhos entre-abertos

vá e diga me de uma só vez 

não me aguarde tempestades descobertas a me desarmar em jugamentos 

não me guarde a dor aguda de uma manhã rasgada em pensamentos 

não deixe a lua me ver chorar, pois a mesma me viu sorrir, e sabes ela que quando assim é, o céu 

estrela contelação, de mais de mil pontinhos lá no céu como que num carrossel de vagalumes

vá e diga me 

não guarde aos ouvidos alheios borbulhando malicia

não guarde ao travesseiro que te poupa covardia 

coragem, diga

sem mais, nem porque

nem mais, nem pra que

mas só pq dizer …

é tudo o que temos e tememos…

….. além de sentir.

Andrea M. 

por Ana Lee #ontheroad